Profissionais de RH devem assumir a identidade de designer organizacional

O ambiente corporativo e o mercado de trabalho estão sofrendo uma mudança profunda. O Institute for Future, em parceria com a Dell, apontou que 85% das profissões que vão existir em 2030 ainda não foram criadas.

Apesar do cenário parecer um pouco assustador, na verdade é um terreno fértil para a aquisição de novas competências e para o desenvolvimento profissional. Aos colaboradores da área de RH, assustados com a automatização que a tecnologia propõe, assumir a identidade de designer organizacional é um bom caminho para a atualização de habilidades.

Esse novo papel não serve apenas para que os profissionais de RH possam se reinventar. Com a mudança da mentalidade praticada nas empresas e da sua participação na sociedade, a identidade do designer organizacional é importante para ajudar nessas transformações internas. Afinal, um papel de liderança não é mudado do dia para a noite, apenas para citar um exemplo.

Quais os caminhos para ser um designer organizacional

Como se trata de algo totalmente novo, a profissão de designer organizacional não tem uma formação superior. É mais acertado defini-la como um conceito, um novo papel que os profissionais do departamento de RH precisam aderir para conseguirem de fato oferecer o que as empresas vão precisar em um futuro próximo.

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A identidade de designer organizacional vai possibilitar à empresa um aumento de suas capacidades, gerando soluções para conflitos. Além disso, esse papel promove uma nova gestão de pessoas, mais humanizada e focada na valorização dos talentos. Essa mudança é uma das principais tendências e já pode ser percebida atualmente nas corporações — quando há a preocupação com o bem estar dos profissionais, não só a produtividade é afetada de maneira positiva, como a qualidade dos produtos e serviços.

Assim como as demais mudanças atuais, a transição para a identidade de designer organizacional não é linear, nem mesmo definida. Essa integração é orgânica, viva e será buscada por meio de diálogos, que são escassos no comportamento empresarial convencional.

A troca de ideias está limitada atualmente à hierarquia vertical, mas deve ser conduzida horizontalmente, valorizando a colaboração e a diversidade. Trata-se de uma ferramenta simples, que pode ser aplicada dentro do próprio departamento, no envolvimento com outros setores e na relação com a liderança. As consequências são sentidas no relacionamento com os demais colaboradores e também com os stakeholders.

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Como atuar de acordo com a nova identidade

Assumir a identidade de designer organizacional significa também uma reavaliação do modus operandi. Alguns questionamentos devem ser feitos em relação a um progresso viável e sustentável e como o apoio a funcionários, parceiros e clientes está sendo feito. Dentro dessa nova realidade, o lucro não é priorizado em relação ao apoio à sociedade; os dois aspectos andam de mãos dadas, já que há a preocupação não só com o desenvolvimento financeiro, mas também social.

O designer organizacional também assume um papel de líder exponencial, e podemos tomar Steve Jobs como exemplo dessa liderança. Sua carreira foi marcada por uma formação generalista, mas com foco determinado a enfrentar cenários complexos para chegar ao essencial, entre erros e acertos.

Assumir então a identidade de designer organizacional é encarar o desafio de fugir de fórmulas prontas e com o uso da empatia, prototipagem e colaboração, buscar simplicidade na resposta a problemas complexos, valorizando o que realmente importa e faz diferença.

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O alcance desse novo papel implica em uma transformação na cultura organizacional, mas ao mesmo tempo vai preparar a empresa para os desafios do futuro e para um novo cenário em que as empresas são vistas de maneira totalmente diferente.

Para saber mais sobre o conceito de designer organizacional e seu impacto no ambiente corporativo, confira o livro de Marcos Ornellas: DesigneRHs para um Novo Mundo, que fala de toda a ideia por traz desse novo papel do profissional do RH e ajuda a entender melhor o cenário que se aproxima.