O colapso empresarial

90% dos CEOs buscam inovação e transformação digital. 70% dos líderes atuais não são capazes de liderar na era exponencial. Somente 44% das empresas estão preparadas para a mudança e somente 10% dos conselheiros entendem o universo digital. Colapso, essa é a previsão para os próximos anos. 

Algumas empresas nascem digitais, com lições de casa importantes: moldar o negócio de forma sustentável desde o início. Outras empresas que já estão no mercado têm um tempo de vida útil decretado, quase uma sobrevida. As empresas exponenciais têm características completamente diferentes das que cresceram de forma linear e serão as empresas da próxima década. Nenhuma previsão é possível, a não ser a de que o consumidor entrou nessa cadeia produtiva. Exigente, ele mudou sua forma de comprar, deseja boas experiências, não é fiel às marcas e migra rapidamente para quem os atende melhor por um custo beneficio justo.

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Para adequar-se a esse novo mercado, grupos corporativos precisam voltar à sala de aula, promover oficinas de inovação, envolver equipes, criar células disruptivas. Consultores tradicionais não se encaixam nos novos modelos. As disciplinas de negócio tradicional não servem para a remodelagem da era digital.

Tudo começa pela integração do que já existe e a plantação da nova semente, que precisa fertilizar a plantação antiga. Os presidentes das empresas devem ser os grandes patrocinadores desse movimento e, junto com sua diretoria, guiar ativamente a viagem de transição. Pensar diferente, falar do desconhecido, investir na inovação e mudar a forma analógica para digital são desafios gigantes e interessantes.

Tudo começa e acaba com pessoas, e a importância dos bens intangíveis cresce a cada dia. Desprezadas em épocas anteriores, disciplinas como comunicação, comportamento, relacionamento aparecem como pilares essenciais para a fluidez dos ambientes e a prosperidade dos negócios. As áreas de negócio tradicionais não alcançam ainda esse movimento, que não é liderado somente pela área de RH e TI, mas por pessoas que criam propósitos e influenciam a mudança. Lean, Ágile, Canvas, Scrumm, Growth Hacking, Design Thinking, Valuation, MVP…são termos do empreendedorismo exponencial e todos precisarão aprender. Saber do futuro de forma parcial gera apenas uma grande confusão mental e um quebra-cabeças sem encaixe. Não adianta começar pelo telhado, quando a fundação ainda não foi estruturada. É nisso que a W acredita! É para isso que existimos. Empresas e pessoas podem fazer essa travessia de forma segura e sustentável.

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A mudança exige equipes multidisciplinares, mas sem um maestro qualificado, a jornada pode se transformar em uma tentativa fracassada. Os maestros precisam ser estrategistas que sabem como mobilizar pessoas para a construção do novo pensamento. Só pessoas criativas e com modelos mentais disruptivos podem ser grandes pilotos deste avião que decola para o futuro emergente e encantador.

Fonte: http://gaz.com.br/conteudos/jaquelineweigel/2017/06/28/97778-o_colapso_empresarial.html.php