Você quer saber o que aconteceu no RH-Rio 2017?

Nos dias 06 e 07 de junho, aconteceu o Congresso de Gestão de Pessoas, realizado pela ABRH/RJ cujo foco era discutir tendências que contribuem para melhorar a produtividade e a competitividade das organizações. Duas questões foram apontadas como impedidoras da produtividade e da competitividade: primeiro, a falta de visão de longo prazo e o planejamento reativo. Portanto inovação, mudanças, modelo de gestão, liderança, foram temas norteadores para o processo de reflexão e convite a ação.

“O Futuro é Agora”

Já é sabido que as organizações precisam mudar, e que o RH tem o papel de grande agente de mudança. A convocação é “O futuro é agora”. O passado é uma referência, tem seu valor, mas se faz necessário mudar agora. Para um posicionamento estratégico é importante mergulhar “naquilo que não sabemos, que não sabemos”. Desafiador, não?

Fazer mudança é mergulhar no desconhecido, criar, aprender, desaprender e reaprender. E para tanto, precisamos de coragem e valorizar a experimentação. Vivemos um mundo VUCA, Volátil, com Incertezas, Complexidade e Ambiguidade. E tudo isso deixa mais desafiador e reforça a urgência da mudança.

O que está na agenda da organização? Há temas de RH? O RH precisa ter coragem para colocar temas importantes na agenda corporativa e impulsionar essa transformação.

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Novo Modelo de Gestão

Uma nova relação de trabalho convida a uma nova relação entre líderes e colaboradores. Essa foi outra provocação no Congresso – a emergência de um novo modelo de gestão.

Destacou-se a exigência da liderança ser menos hierárquica e mais horizontal e integradora, se criar hubs de talentos, a dissolução dos escritórios e a presença da autonomia dos profissionais pois, neste mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo, o gestor não tem todas as respostas, aliás, há respostas que não existem, precisam ser criadas e uma equipe com mais autonomia terá mais possibilidade de contribuir no processo decisório e na execução (descentralização).

Importante comentar aqui a possibilidade do erro, pois mudar é lidar com o desconhecido e para aprender é preciso errar. Aprendizado e erro são domínios integrados.

 

O mundo da experiência

Estamos na economia do usuário e da experiência e não mais na economia do consumidor.

Para essa nova economia é importante se repensar a questão da competitividade, estimular o compartilhar e a cooperação, a gestão intergeracional e a interação criativa.

Pesquisas demonstram que as pessoas estão insatisfeitas com o mundo corporativo e relatam que consideram o RH como uma barreira. Os profissionais de RH, precisam reverter esta percepção.

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“Estamos desejosos de uma mudança, e da urgência também!”

 

Liderança

A pergunta é: O líder está preparado para este mundo VUCA? Ele está conseguindo viabilizar um tempo para se desenvolver? Os líderes estão precisando de ajuda. O RH está cumprindo o seu papel de parceiro do negócio?

Mudanças no modelo de gestão refletem mudanças na relação líder/colaborador. Criar o desconhecido, visão de longo prazo, planejamento proativo, criar direção, alinhamento e compromisso, liderança mais horizontal … são alguns dos desafios para o gestor.

Muito se falou sobre a forma de se comunicar da liderança, sobre sua forma de estabelecer relações, que seja uma Comunicação Não Violenta (um estado de consciência), uma comunicação empática, que realmente estabeleça uma conexão. Para que isto aconteça o líder deve rever sua agenda, criar um espaço e consciência de si, perceber as próprias emoções, suas crenças limitantes e buscar vencer as barreiras.

Outra provocação foi as estruturas de trabalho sem hierarquia.

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No item Liderança, foram muitos os pontos levantados para reflexão e a pergunta que ficou é: O que as empresas estão fazendo pra lidar com tantos desafios?

Percebe-se que profissionais e empresas mais antenadas e abertas para a tecnologia estão ganhando mais espaço, repensando os processos de RH, focando nos interesses dos stakeholders e utilizando tudo o que a tecnologia pode proporcionar.

 

Onde tudo isso já é uma realidade

O Facebook, apresentou uma ferramenta desenvolvida exclusivamente para as organizações, denominada Workplace Facebook, um ambiente com amplas possibilidades de comunicação, integração e interatividade dos processos de trabalho.

A Globosat, mostrou uma forma atrativa e lúdica de processo de seleção.

A Merck compartilhou sua experiência de um RH inteirado com este mundo VUCA e com mente aberta para “se jogar nesta inovação,  criação”.

Os desafios são grandes e as empresas que têm realidades diferentes se comparadas com Facebook, Google, Globosat, devem se encorajar para realizarem as mudanças de forma gradativa e com projetos pilotos, experimentando.

O importante é começar a criação, a inovação a mudança, porque o Futuro é Agora!

 

Artigo escrito por Daniela Oliveira, Psicóloga Organizacional.