Saiba por que o RH deve abraçar o design thinking

O Design Thinking é uma abordagem cada vez mais presente no ambiente corporativo por ser grande aliado na criação de modelos de negócio inovadores. Seu uso não é limitado a empresas inovadoras e disruptivas. Pelo contrário, essa abordagem ajuda os setores mais conservadores, como o RH, a desenvolver práticas que melhorem os processos de trabalho. Com o Design Thinking, é possível impulsionar as mudanças necessárias para que as empresas e o RH estejam preparados para atuar em um novo cenário de mercado.

A área de RH está passando por uma crise. O mercado pede cada vez mais inovação, agilidade e produtividade, mas o RH continua preso as tarefas operacionais e processos burocráticos. Mesmo com a adesão à tecnologia, os profissionais ainda não encontraram o caminho para deixar de lado o modelo tradicional para dar abertura à inovação. Para mudar esse cenário, é necessário aceitar que precisamos de uma nova abordagem no local de trabalho. O Design Thinking.

Um dos princípios do Design Thinking é promover colaboração, empatia e experimentação. Ou seja, desenvolver novas soluções com a participação de todos, coletando diferentes ideias a fim de criar métodos de valor, que sejam efetivos para todos e também incentivar os colaboradores a por ideias em prática, sem o medo de cometer erros. No Design Thinking, inclusive, o erro é visto como uma oportunidade de aprendizado e aperfeiçoamento.

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A estrutura organizacional tradicional, com níveis hierárquicos, divisão e individualização do trabalho, pode até funcionar, mas já não entrega os resultados que a empresa precisa para continuar crescendo. A proposta de compartir ideias e desenvolver soluções colaborativas é um grande passo na construção de uma cultura colaborativa e inovadora.

A experiência do funcionário e o Design Thinking

O Design Thinking tem como objetivo encontrar soluções ideais e possíveis para as necessidades reais dos indivíduos. E por que isso é importante? Uma das principais tendências do RH é o investimento na experiência do funcionário, ou seja, oferecer à força de trabalho a mesma atenção e cuidado que é dado aos clientes. Os profissionais de hoje têm um perfil bastante diferente, em comparação com as gerações passadas. A qualidade de vida, a satisfação e a realização profissional são quesitos de grande peso e impactam diretamente no engajamento e na performance dos funcionários.

Isso nos leva a encarar a necessidade de desenvolver estruturas organizacionais que atendam melhor as expectativas das pessoas, que sejam convergentes e estejam em sintonia com o futuro. O capital humano é um dos bens de mais valor dentro das organizações. Sem equipes engajadas e preparadas, não é possível alcançar os objetivos de negócio. E é por isso que o momento de melhorar a experiência do funcionário é agora.

E como o Design Thinking contribui para esse processo? Essa metodologia tem como premissa promover a colaboração, a empatia e a experimentação. Logo, ajuda a criar soluções com foco nas pessoas, colhendo ideias de todos e testando as sugestões, até encontrarmos àquela que tenha valor para as pessoas. E a prática de incluir os funcionários nos processos de desenvolvimento é um dos primeiros fatores que contribuem para o engajamento e, consequentemente, para uma melhor experiência de trabalho.

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Com o Design Thinking, é possível desenhar uma nova estrutura organizacional baseada em habilidades e nos perfis dos profissionais. Isso é importante para garantir que as habilidades dos funcionários serão designadas às tarefas certas, contribuindo para os resultados de toda a equipe. Dessa forma, todos ganham.

Tendências do RH e o Design Thinking

A área de RH é uma das que mais precisa passar por mudanças para se posicionar às novas necessidades. Estamos vivendo a Quarta Revolução Industrial e as pessoas precisam estar preparadas para as mudanças causadas por ela. O mundo em que vivemos é cada vez mais complexo e dinâmico, por isso precisamos de estruturas que façam sentido nesse novo cenário.

Entre as principais tendências para o RH, segundo a Deloitte, está o design organizacional. Isso significa que as organizações precisam repensar sua estrutura e encontrar novos modelos de trabalho que incentivem a participação de todos os colaboradores e a inovação. E esse é um dos principais objetivos do Design Thinking.

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Criando uma estrutura organizacional que faça mais sentido para os profissionais e para o desempenho da empresa, outro ponto a ser melhorado é o engajamento dos funcionários. Isso porque o Design Thinking ajuda a fazer com que o trabalho seja mais simples, eficiente e com mais significado, contribuindo não só para os resultados, mas, também, para a satisfação profissional de cada um.

Outra tendência apontada pela Deloitte é o uso de ferramentas de analytics no RH. Mas qual o objetivo do people analytics? Oferecer informações de lato valor sobre o mundo interno e o mundo externo. Se conhecemos as pessoas que trabalham na empresa é possível encontrar as melhores soluções para determinados funcionários. É mais fácil gerenciar e encontrar soluções daquilo que conheço e sou empático.

O Design Thinking também pode ajudar a organização no processo de transformação digital. Isso porque, quando falamos sobre transformar o RH em uma área digital, muitas vezes, não fica claro que, antes de implantar tecnologias, é preciso preparar a estrutura para recebê-la. E o Design Thinking atua no processo de desenvolver ferramentas e modelos de trabalho que proporcionem mais fluidez, simplicidade e efetividade.

Conheça o trabalho da Ornellas Consultoria, que atua em empresas com o objetivo de ajudá-las a desconstruir o modelo tradicional e obsoleto de RH e transformá-lo em uma área com posicionamento estratégico e sistêmico, com todas as condições de contribuir para a perenidade da organização.