Design Thinking, um método para inovação?

Design Thinking é um termo que está pipocando há alguns anos no ambiente corporativo, seja em negócios disruptivos ou em setores mais conservadores. Isso não é à toa, pois essa abordagem, quando bem aplicada, auxilia muitas instituições a criarem novos processos, produtos e serviços, ou reformular os já existentes. A abordagem é, portanto, uma grande aliada no desenvolvimento de modelos de negócios inovadores.

Acredito que existem muitas coisas para pensar sobre o assunto. Primeiramente, não podemos deixar de explicar que Design Thinking não é apenas uma prática pensante, como o próprio nome sugere. Ou algo restrito à concepção de produtos, embalagens e outras atribuições do próprio Design. Longe disso! O método é aberto a todos, também é muito ambicioso: as ideias saem dos post-its coloridos e da cabeça de seus participantes para serem testadas e validadas.

“Ué, não é só sentar e fazer um grande brainstorm sobre o assunto”? Não, isso é muito importante de ser esclarecido: brainstorm é brainstorm, reunião é reunião e Design Thinking é algo muito maior, que também se utiliza da reunião de ideias. Vamos falar bastante sobre o assunto aqui no blog. Vem comigo!

LEIA TAMBÉM:  Salário de um dólar por ano é possível?

DESIGN THINKING: APLICÁVEL, VIÁVEL E DESEJÁVEL

Afinal, o que o DT busca? Basicamente, ele tem o objetivo de propor soluções com a colaboração de diversas áreas de uma empresa. Como destravar uma etapa do processo produtivo, de onde partir para criar um novo produto ou serviço ou solucionar a dor do meu cliente? Essas e outras questões podem ter tanto um ponto de partida como também um produto final com a prática do Design Thinking.

É claro que para esse método render bons frutos, os participantes devem considerar a realidade da instituição, afinal, a solução encontrada precisa ser viável e fazer sentido aos clientes/consumidores. Isso é algo muito bacana: os participantes estão ali como parte da empresa, mas também pensando como os stakeholders. Com isso, o desfecho se torna relevante para todos os pontos dessa cadeia.

Faça se estiver preparado para mudar. Usar o Design Thinking como parte da elaboração ou reformulação dos modelos de negócios é para os fortes, ou melhor, para quem está disposto a mudanças. É o momento para colocar a mão na massa, testar suposições e ideias, encarar fracassos, voltar à estaca zero. É um processo que requer paciência, pois nem sempre uma só aplicação do Design thinking vai resultar em um plano de ação. Calma! Não estou oferecendo nada imediato ou milagroso, e sim um conjunto de técnicas para pensar, testar, validar e atualizar.

LEIA TAMBÉM:  Trabalhar sem chefe e sem hierarquia: já ouviu falar em holocracia?

Por que o Design Thinking é tão inovador? Por vários motivos! O conceito utiliza dados (pesquisas, benchmarking), visões de mundo, pensamento visual, elaboração de protótipos (ou outras formas de testar as soluções) para transformar ideias em produtos, serviços, novos processos, mais conhecimento e INOVAÇÃO!

Esse infográfico do Sebrae é muito interessante e mostra como o DT já está no nosso dia a dia.

 

Leve com você esses cinco conceitos!

Além de deixar no passado a resolução de problemas – ou criação – às cegas e o afastamento entre instituições, seus colaboradores internos e stakeholders, o Design Thinking é ainda mais inovador por promover essas cinco habilidades:

Empatia: coloque-se no lugar do cliente, do consumidor ou do colega que estará envolvido direta ou indiretamente nas mudança propostas pelo DT.

Experimentação: visualize o mais rápido possível novas situações para compreender, melhorar e testar hipóteses, antes que tempo e dinheiro sejam desnecessariamente desperdiçados.

LEIA TAMBÉM:  RH como um Designer Organizacional II - Desafios da Área de Recursos Humanos

Colaboração: pessoas trabalhando juntas para compreender vários pontos de vista e criar soluções que tenham um real impacto na vida das pessoas.

Multidisciplinaridade: a riqueza de ideias está na diversidade de perfil dos participantes. Todos podem encontrar uma boa solução, não apenas o funcionário do setor X ou a equipe de gerentes. O Design Thinking é democrático e colaborativo. Quanto mais visões diferentes, mais ideias para serem amadurecidas e testadas.

Liberdade: não venha com pré-conceitos ou censuras. O ambiente para a prática do DT deve ser livre de julgamentos. Os participantes precisam se sentir parte do processo e com total liberdade para sugerir. Isso nos leva a outra afirmação: Design Thinking é um grande aliado da cultura de inovação.

 

Artigo por Maria Augusto Orofino.