Como o Design Thinking ajuda a melhorar o engajamento e a produtividade

A Deloitte divulgou o estudo “Tendências do Capital Humano”, no qual o tema Design Thinking ganhou destaque como uma das principais tendências de RH. E, no decorrer de 2017 realmente comprovamos que a tendência se tornou realidade, com o Design Thinking ganhando importância e, principalmente, aplicação nas práticas de gestão de pessoas.

O Design Thinking está inserido no caminho do novo papel do gestor de RH, o Designer Organizacional, que é o profissional com posicionamento mais assertivo para ampliar as competências organizacionais da equipe de trabalho para redesenhar planos, investimentos e outros fatores fundamentais à realização da estratégia corporativa.

Ao promover uma profunda reflexão estratégica e coletiva, o Designer Organizacional adquire um posicionamento mais assertivo sobre o presente e o futuro da empresa. Sob essa identidade, o executivo de RH não precisa mais se esquivar de confrontos, porque tem a segurança e um olhar único para as estratégias. O Designer Organizacional tem um instinto apurado. Ele sabe a hora certa de desapegar, doar-se e descobrir novos caminhos, pois entende a profunda relação de interdependência entre todos no universo. Com isso, ele ajuda a empresa a repensar seu próprio propósito e, a partir disso, redesenhar papéis, prioridades, planos, investimentos e outros fatores fundamentais à realização da estratégia.

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Por meio do Design Thinking, o gestor moderniza o ambiente de trabalho ao “pensar” as ações com base na experiência dos funcionários para evitar estresse ou frustração individual, de modo a criar uma situação contrária – a de satisfação na experiência de trabalho a partir do momento que cada um tem conhecimento da sua importância e seu valor para a empresa.

Como consequência à satisfação, aparecem o engajamento e o crescimento de produtividade. É nesse cenário que surgem os benefícios do Design Thinking para a empresa, como a possibilidade de reunir os funcionários em grupos com base em suas atitudes e necessidades (sob os aspectos físico e emocional), além de diminuir a rotatividade de mão de obra, promover maior alinhamento com a execução do plano de negócios e oferecer melhor experiência aos clientes.

Por esses motivos, o Design Thinking é considerado um método ágil e interativo que gera ideias inovadoras de forma rápida para impactar positivamente todos os aspectos da gestão empresarial (processos, políticas, sistemas, serviços e até mesmo tecnologias) por meio de novos processos internos, técnicas de avaliação (como brainstorming, por exemplo) ou adoção de ferramentas digitais, entre outras possíveis soluções que sejam relevantes, implementáveis tecnicamente e viáveis financeiramente.

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A coerência é outra característica dominante no conceito de Design Thinking, que facilita a descobertas das respostas para diversas perguntas. As respostas permitem a “união dos pontos” nesta relação por meio da criação de um “círculo virtuoso”, o qual amplia horizontes e perspectivas sobre as questões tratadas com os funcionários.

Por fim, podemos dizer que Design Thinking como uma das premissas do Designer Organizacional é a melhor forma do RH sair do modo processual de atuação para o modo humanizado de atuação, pois tem tripla utilidade: compreender, entender e aprofundar a realidade dos funcionários.